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CUIABÁ -Os embarques de carne bovina de MT em jan/24 mantiveram-se aquecidos, com 47,54 mil Toneladas Equivalente Carcaça enviadas para o mercado externo. Esse foi o 2º maior volume para um mês de janeiro da história, com redução de 0,41% ante o recorde de jan/23. Apesar de continuar na liderança das compras do estado, a China vem reduzindo o apetite, e o volume negociado em jan/24 foi 27,25% menor que no mesmo período do último ano.
O recuo foi motivado, principalmente, pela recuperação no plantel suíno chinês, bem como pela dessaceleração na economia do país. Por outro lado, MT caminha para a redução na dependência chinesa, com o aumento na demanda de outros países. Assim, o volume de carne embarcado para os Emirados Árabes Unidos em jan/24, por exemplo, foi 5,76 vezes maior que em jan/23, de modo que o grupo passou a ser o 2º maior comprador da proteína do estado.
LADO A LADO: após o grande volume de carne negociado no último mês no estado, os preços pago pela @ do boi gordo continuam lateralizados, com ajuste semanal de 0,27%
ALTA: as cotações do boi magro seguiram a estabilidade do mercado do boi gordo, e o animal de 12@ foi cotado a R$ 2.739,57/cabeça na última semana em Mato Grosso.
DIMINUIU: após o alongamento de janeiro/24, as escalas de abate reduziram 1,74% na última semana, e fecharam na média de 10,70 dias no estado.
Mais uma vez, impulsionados pela presença de fêmeas nas indústrias, os abates bovinos registram recorde em Mato Grosso.Nesse sentido, em janeiro/24 o volume total de bovinos enviados para as indústrias atingiu 615,13 mil cabeças, quantidade 19,40% maior em comparação com dezembro/23, segundo dados do Indea. Essa foi a maior quantidade de gado abatido em um mês desde 2003. O recorde foi sustentado pela maior presença de fêmeas nas indústrias – as quais tiveram participação de 50,15% sobre o total abatido em Mato Grosso. Cabe ressaltar que acréscimos mensais acima de 18,00% no volume de animais abatidos, no comparativo de janeiro ante a dezembro, foram vistos apenas seis vezes nos últimos 22 anos. O aumento nos abates foi influenciado pela perda na qualidade das pastagens do estado, que fez com que os pecuaristas intensificassem o envio dos animais mais pesados para as indústrias no período analisado.
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