Boletim semanal do boi gordo (IMEA)

CUIABÁ – Segundo os dados da Secex, em mar/24, MT enviou 51,94 mil TEC para o exterior, aumento de 25,78% em comparação com o mesmo período de 2023. Em relação ao 1º trimestre de 2024, foram embarcados 154,68 mil TEC, sendo esse o maior volume para o período da série histórica. Entretanto, o preço médio pago pela tonelada exportada no 1º trim/24 reduziu 5,16% ante o 1º trim/23, e 17,06% comparado ao patamar de 2022.

Além disso, a China seguiu como principal compradora da carne bovina de MT, com participação de 43,19% no volume exportado (redução de 3,10 p.p. ante o 1º trim/23). Ainda, mesmo com o recuo no preço médio da tonelada exportada, o intenso ritmo dos embarques da proteína vermelha ao longo dos primeiros meses de 2024 sustentou os preços do boi gordo no estado, que poderiam ser ainda menores no período, devido ao alto volume de animais abatidos em Mato Grosso.

AUMENTOU: com a diminuição das escalas de abate, a arroba do boi gordo à vista apresentou alta de 0,69% na última semana, e foi cotada a R$ 205,23/@.

ALTA: com a maior procura pela carne vermelha no estado, a ponta de agulha do boi foi cotada a R$ 13,33/kg, acréscimo de 1,27% no comparativo semanal.

MENOS DIAS: as escalas de abates reduziram 4,12% no comparativo semanal e ficaram em 8,93 dias úteis, proporcionado pela maior demanda interna, típica do início de mês.

Influenciado pelo patamar recorde da presença de fêmeas nas indústrias, 2024 fecha o 1º trimestre com maior volume nos abates para o período.

Ao todo, foram abatidos 1,76 milhão de bovinos no 1º trim/24 em Mato Grosso (Indea-MT). O valor é 30,88% superior ao do 1º tri/23 e o maior volume já registrado para o período, sendo 43,15% acima da média histórica, que é de 1,22 milhão de cabeças. As fêmeas foram as principais propulsoras desse crescimento, com 951,15 mil cabeças abatidas no período, aumento de 44,56% no comparativo anual.

Ainda, as fêmeas em idade reprodutiva, ou > 24 meses, representaram 76,32% do total de fêmeas abatidas no 1º trim/24, resultado do abate das fêmeas não emprenhadas na estação de monta. Por fim, a perspectiva para o 2º trim/24 é de redução na participação de fêmeas nos abates do estado, visto que historicamente foram apenas 6 vezes, em 21 anos, que a participação de fêmeas nos abates totais no 2º trim superaram o 1º trim (mesmo com o aumento sazonal nos abates em maio, em função do ajuste na lotação das pastagens).