Boletim semanal do boi gordo (IMEA)

CUIABÁ – O preço da arroba brasileira do boi gordo foi o menor dentre os principais países produtores de carne bovina, resultado, principalmente, da alta oferta de animais nas indústrias do país. Assim, em jun/24 (até 21/06), o boi gordo esteve a US$ 37,76/@ em Mato Grosso e US$ 40,91/@ em São Paulo (retração de 7,42% e 7,48% ante mai/24, respectivamente). Já na Argentina e no Paraguai, o indicador ficou em US$ 44,36/@ e US$ 46,20/@, na mesma ordem.

Por outro lado, a arroba americana teve a maior precificação, sendo comercializada a US$ 112,02/@ no mesmo período, o que representou alta de 1,45% no comparativo mensal. Essa valorização se deve à redução na produção da proteína bovina nos EUA, uma vez que o país passa por recuo no rebanho. Por fim, a menor cotação do boi gordo no Brasil perante os principais países pode favorecer a arroba brasileira no âmbito externo.

ANDOU DE LADO: na última semana, a arroba do boi gordo esteve estável em Mato Grosso, sem alteração no comparativo semanal, assim fechou na média de R$ 202,22/arroba;

AUMENTOU: o boi magro de 12 arrobas apresentou valorização de 1,35% no comparativo semanal, sendo negociado a R$ 225,00/@ no estado.

MAIS DIAS: as escalas de abates nas indústrias mato-grossenses mantiveram-se alongadas, com média de 11,20 dias úteis, o que representou alta de 2,65% ante a última semana.

Boi gordo apresentou estabilidade nos preços nos últimos 20 dias

As cotações da @ bovina na parcial de jun/24 “andaram de lado” e praticamente não se alteraram ao longo desse mês. Nesse período, o preço do boi gordo ficou na casa dos R$ 202,00/@, com ajustes diários de centavos ao longo do mês. Assim, o boi de MT foi comercializado na média de R$ 202,29/@ (até 21/06). Essa estabilidade nos preços foi resultado do intenso ritmo das exportações de carne, que sobressaiu à elevada oferta de gado nas indústrias e “sustentou” os preços do gado gordo.

Tamanha foi a oferta no período que as escalas se mantiveram alongadas ao longo de jun/24, e ficaram na média de 10,97 dias, sendo 58,07% acima da média dos últimos 5 anos para o período, que é de 6,94 dias. Por fim, mediante o cenário de escalas alongadas, a tendência é que os preços se mantenham “lateralizados” até o final de junho. No entanto, cabe ressaltar que na última semana os agentes do mercado futuro parecem ter apontado uma tendência de alta nos preços para o final do ano.